Memories

#tempoPresente

Era suposto eu não ter lembrado, para ser sincero, eu até que estava indo bem! Mas a vida... ah! a vida... sempre dá um jeito de apresentar aquela fatura que a gente deixa meio que debaixo no tapete, e foi assim, que uma amiga que está morando nas Gringas, postou a imagem abaixo....


Noted! Pior que eu tenho uma strong memory, a very strong memory eu diria, mas... enfim... "segue o baile"! 

Enquanto isso, uma semana importante pela frente, que terminará com uma viagem... enquanto isso, quem sabe a gente não arruma algumas novas memórias... ;)

Inté...



(Dido - Quiet times)





New and a bit alarming...

#tempoQuasePresente

Comigo, as coisas comigo sempre aconteceram meio que "por acaso"... foi sempre assim... talvez por isso tenha passado boa tarde pensando nessa "nova" possibilidade, com o "ex-Ele" também foi mais ou menos assim, quase do mesmo jeito que agora para ser sincero... uma conversa "despretensiosa" que se alonga, alonga e alonga...

Tinhamos trocado contato algum tempo atrás... diante da falta de notícias assumi que não houve interesse, mas eis que ele ressurgiu do nada... pediu desculpas pela demora, justificou-se e perguntou se eu ainda me lembrava dele... Não sei ainda qual a razão, mas eu lembrava, não era uma lembrança exatamente empolgada, mas eu lembrava.... O papo fluiria nas mensagens seguintes, tanto que não demorou para que naturalmente começássemos a nos falar pelo telefone noite a dentro. 

Foi assim nas noites seguintes e nos dias que vieram também...

Tenho que confessar que adoro a voz dele... desde a primeira vez que ouvi, diz ele que gostou da minha voz... Duvido! kkkk 

É fácil falar com ele, apesar de dois desconhecidos, era como se soubéssemos "dançar" os mesmos passos... Eu sou meio estranho, eu confesso! Como um bom espécime da minha geração, criado em cativeiro, eu não tenho lá muitas habilidades sociais "em campo", mas me saio bem nos meios eletrônicos e virtuais, é minha praia! Sou desconfiado por natureza, então... as coisas tem um tempo e um ritmo próprio comigo... se a outra parte chegar "chegando", há uma grande chance de eu me retrair e "bater em retirada", por outro lado, são grandes a chances de perder o "timing" da coisa.

Mas, com ele a "dancinha" tem funcionado, parece que estamos no mesmo tempo... sem pressa, sem precipitação, apenas deixando a conversa fluir. Apesar da curiosidade natural, tivemos paciência para que as respostas às perguntas indiscretas fossem surgindo e, de certa forma, as insinuações beiraram a inocência... Cada um ao seu modo foi testando o outro... um jogo de mostra e esconde que a tempos eu não fazia...

Assim, sinto como se a vida estivesse me cobrando a coerência do meu discurso, após um longo e tenebroso inverno, Ele parece ser a primeira pessoa por quem de fato me interesso após o "ex-Ele" (sim Brasil, temos um ex agora - preciso falar sobre isso ainda)...  e isso me levou a pensar e a repensar algumas coisas. 

Se tudo saiu como planejado, eu ganharei um abraço "diferente" ao voltar de viagem hoje... inclusive, finalizo esse texto enquanto termino de preparar a mochila para a viagem de volta...

Muito significativo "viajar" para esse encontro...

É, no fim, tudo passa!


"... We´ll wait and see
A few days more
There may be something there
That wasn´t there before..."

(Beauty and the Beast - Something there)

Amputação

#tempoPresente

É um relato comum entre as pessoas que sofrem amputação de algum membro, a percepção de sensações no membro que não mais está ali... 

Pois é... essa foi uma semana um tanto quanto atípica para mim... e hoje, enquanto preguiçava na cama, aproveitando o barulhinho da chuva que caia mansa lá fora, fui tentando ordenar os pensamentos e de alguma forma cheguei a esse pensamento...

Apesar de viver cercado de pessoas, eu por natureza sempre fui mais reservado, logo... há poucas pessoas com quem me sinto verdadeiramente à vontade para sentar, conversar, "chorar as pitangas", enfim... aqueles que considero meus verdadeiros amigos. Assim, todo mundo conta! [kkkk]  Também é uma característica, meio pentelha eu imagino (ainda que meus amigos não me falem), de procurar saber deles... estar por perto.

Nos últimos meses me vi em meio a um imbróglio "daqueles", uma pessoa (que na verdade já foi mais que uma pessoa) e a quem eu [ainda] considero um dos meus melhores amigos, por termos uma grande afinidade e até mesmo um grande carinho, começou a namorar. Óbvio que estranhamentos aconteceram, até porque as coisas entre nós nunca foram forçadas ou artificiais... chegamos até onde chegamos [e voltamos! kkk] de forma natural... 

Por algumas razões, ele acabou impondo uma certa distância entre nós... eu relutei no início, mas chega um momento em que precisamos encarar os fatos! E talvez para a surpresa dele, eu aceitei o afastamento... sem reclamar, sem dizer uma só palavra, apenas... deixei seguir! Seja feita à vontade dele.

Não foi fácil, confesso. Fico triste pela amizade que eu sei que temos e que me era muito cara... Entendo que as coisas não precisavam ser assim, mas, as coisas são o que são... escolhas foram feitas!

Hoje, depois uma semana com vento de novidade, enquanto preguiçava sozinho, no silêncio da minha casa e só com o barulho dos meus pensamentos... me veio essa analogia com a amputação! Não posso negar que ainda sinta falta dele, que as vezes lembre de coisas que normalmente compartilhávamos, mas a cada dia cresce a certeza de que Ele não é mais parte de mim. 

Na verdade, tenho sentimentos conflituosos em relação a isso... 


Que venha o novo e... como tradicionalmente eu diria... Vamos que vamos! kkk

E por falar em "novo", de saideira fica um som que ouvi essa semana por conta de um amigo e que acabou me conquistando, apesar de não ser fã de Gospel, gostei da música deles... 

(Let it Happen (feat. Andrea Marie) - United Pursuit)

Inté.

"De quantas mentiras você é feito?!"

Dia desses, eu vi essa pergunta em um texto....  Foi uma daquelas coisas que a gente olha, registra e fica matutando depois. Já era provavelmente fim daquele dia e eu ainda estava com aquela imagem na mente, me arrependi por não ter tirado uma foto!

"De quantas mentiras você é feito?!"

Todos nós temos nossas "mentiras", alguns até por gosto, mas ainda creio que a grande maioria de nós, por necessidade... No meu caso específico, eu nunca fui dado a mentiras! 

No sentido mais estreito, porque sou um péssimo mentiroso, não precisa muito para eu me entregar ou então cair em uma sonora gargalhada se estiver mentindo. Agora no sentido mais amplo, sim... já menti, principalmente na tentativa de me supostamente proteger de alguma coisa que eu acreditava poder a vir me magoar ou ferir, acho que todos nós fazemos isso. Mas uma coisa que sempre procurei ter o maior cuidado foi com o os outros, talvez esteja ai o meu maior e principal erro na vida.... Estar com alguém, se aproximar de alguém, sempre foi algo que tive o maior respeito! Respeito até demais eu diria...

Não tem muito tempo assisti a um filme chamado A Monster Calls, 7 minutos depois da meia-noite (tem no Netflix), em que o personagem principal, um garoto, era desafiado pelo "Monstro" a contar uma história e nela dizer "a sua verdade", sobre uma situação em particular que se desenrola no filme. Impossível não se reconhecer naquele personagem, impossível passar sem se remexer na cadeira quando em um diálogo o Monstro diz ao garoto:

"Porque humanos são feras complicadas. Vocês acreditam em mentiras confortáveis ainda que conheçam a dolorosa verdade que tornam tais mentiras necessárias."




A verdade é que ando às voltas com algumas "verdades e mentiras" nesses tempos... Mais que isso, cada vez mais tenho tomado consciência de que tem sido difícil acreditar em minhas "mentiras confortáveis", acho que ando em rota de colisão com algumas "verdades dolorosas" que a tempo evitava colocar a mão...

Sim "Brazell", estamos falando relacionamentos, ou melhor... do fim deles! kkk ;-)

Mas, vamos que vamos... 

Que possamos fazer dessa uma boa semana!

Inté.

Olhos de ver


Naqueles dias, nós já não eramos mais "nós", mas a amizade que nos uniu sempre esteve e até agora continua a nos manter por perto, foi assim, que poucas palavras trocadas foram o suficiente para perceber que algo não estava bem... Fui buscá-lo, já em casa, deixei-o falar, acho que ele precisava... mas também percebi que ele estava fazendo voltas e voltas... então, com a cumplicidade que só dois amigos possuem, comecei a expor minhas "observações"... 

Não precisou muito para que eu visse a primeira lágrima, comprida, sentida, rolar em sua face... Aquele olhar...

Me cortou o coração vê-lo naquele momento... um cara tão bonito, que desconhece sua própria força e tamanho, de repente se sentindo tão pequenino na minha frente, tão desprotegido... Que merda, como podemos deixar que nos façam acreditar que não somos bons, que não podemos, que não temos direito...

O abraço foi natural, acolhe-lo em meus braços era o que eu podia fazer e acho que era o que ele mais precisava naquela momento! 

Ele saiu melhor do que chegou naquele dia, fiquei feliz por ele, fiquei feliz por ter ajudado, talvez tenha sido nosso último "grande" momento juntos... 

mas isso é "causo" para outro pensamento solto... kkk




Ao ajudá-lo, procuro olhar minhas próprias experiências, procuro oferecer a ajuda que um dia recebi, mas confesso que muitas vezes me questiono se, mesmo com as melhores intenções, faço bem...

Ao indicar um caminho ou mesmo apoiá-lo em um momento de dúvida, será que não queimo uma etapa em seu desenvolvimento?! Sem querer me dar mais importância do que realmente tenho, sei que foi com uma ajuda minha, que algumas coisas mudaram em sua forma de relacionar com a família e até mesmo frente algumas questões que ele tinha...

Em minha defesa... ainda que muitas vezes o tenha ajudado a tomar decisões que acabariam por levá-lo a se afastar de mim, acredito que a pureza dos sentimentos que sempre nutrimos um pelo outro, que um dia nos uniu e até que nos fez continuar amigos, me protege de estar fazendo algum mal a ele. Sempre tive/tenho muito cuidado para não induzi-lo a uma escolha, sempre procuro pontuar outros pontos e, quando necessário, muitas vezes puxei-lhe as orelhas... 

Mas, confesso que já não tenho lá muitas certezas nesses tempos... tenho dúvidas! Muitas dúvidas!!!

Enfim, pensamentos soltos...

Que possamos fazer dessa uma grande semana... "vamos que vamos"! ;)

Resumo do Final de Semana

Até pensei em escrever um post, mas na verdade me lembrei de uma cena que resume bem o meu final de semana...

- Cena final - My Best Friend´s Wedding - 


Com as devidas adaptações, o diálogo foi mais ou menos assim... 

- Alô Fulano!
- Fala rapaz, divertindo-se?!
- Até que sim, mas o importante é que fiz o que tinha que fazer
- O que?!
- Me despedir!
- Bom garoto! Espero que tenha aprendido a lição...

The End.

Muito prazer...

#resgatados

Amar é uma ação!

Gosto dessa definição de amor! A primeira vez que a ouvi foi em uma palestra, de acordo com o autor muitas pessoas confundem uma série de coisas com o "amor"... Gostamos de pensar que o amor é algo especial ou diferente, que nos causa algum tipo de sensação. Mas na grande maioria das vezes estamos falando de energia condicionada, insegurança, medo, carência .... e por ai vai.  

Mas para o autor, e eu ultimamente tenho abraçado essa visão, o amor de verdade, é algo que surge no momento em que conhecemos a pessoa e que vai durar mesmo quando aquela pessoa não está mais conosco. Afinal, o desejo que aquela pessoa seja feliz, independe de estarmos ou não com a pessoa! Assim, não existira de fato uma distinção entre "amores" de amigos, de irmãos ou o amor romântico como falamos, o que "muda" é a distância que há entre as pessoas.

Quanto mais próximo a pessoa é de nós, mais "complicado" se torna lidar com as implicações desse sentimento...Óbvio que estou dando um "bela" simplificada aqui e nem pretendo reproduzir tudo... mas foi o que ficou para mim.

Se tiver curiosidade, você pode olhar o vídeo clicando AQUI.

Até ai... tudo bem, tá tranquilo, tá favorável. Entendi a definição, até comecei a aplicar, mas queria saber onde está a parte que ele fala sobre como lidar com a parte "... de quando a pessoa não está mais conosco."   

;-)